Uma análise comparativa dos recursos sintáticos presentes na arquitetura de “Missa do Galo”, de Machado de Assis, e o conto homônimo de Lygia Fagundes Telles
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Resumo
Baseando-se nos conceitos teóricos de Bakhtin (2013), os quais dissertam sobre a relevância do estudo do uso estilístico das formas gramaticais, o projeto vigente buscou analisar as escolhas sintáticas envolvidas na arquitetura do conto “Missa do Galo”, publicado em 1899 por Machado de Assis, em comparação com as escolhas sintáticas da releitura homônima de Lygia Fagundes Telles, publicada primeiramente em 1977, a fim de demonstrar como se dá a intertextualidade entre as obras a partir da materialidade linguística e a relação interdependente entre forma e função gramaticais na construção literária. Para isso, foi feito um levantamento de recursos sintáticos que foram analisados tanto com o aporte teórico-gramatical de Neves (2006 e 2018) e Castilho (2010), quanto com princípios e categorias da Linguística Funcional, iconicidade, marcação, transitividade e plano discursivo (Cunha e Tavares, 2016). Pelo estudo, verificou-se que, apesar de divergirem-se em estilo, os contos analisados compartilham uma atmosfera narrativa, construída sintaticamente, que se centra no tom memorialista e na preocupação com os “não acontecimentos” entre suas personagens no decorrer de suas conversações ambíguas.
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