Quando o inimigo é a escola! Conservadorismo religioso, Guerra Cultural e o ataque à Educação Pública

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Júlia Pereira da Silva
Adriano Henriques Machado

Resumo

O crescimento de correntes conservadoras e de extrema-direita nas últimas décadas, em nível mundial e nacional, teve como uma de suas facetas o desenvolvimento de movimentos que passam a se organizar com intuito de atacar o sistema público de ensino, seus membros e sua fundamentação legal, a partir do argumento que ocorre uma infiltração ou doutrinação ideológica coordenada junto aos estudantes, a fim de atacar os valores da civilização cristã ocidental e a família tradicional, além de promover discursos e fomentar narrativas que visam descredibilizar a qualidade e as atividades realizadas por essas instituições de ensino. Tais movimentos são compostos por uma diversidade de grupos com diferentes interesses, que articulam suas ações e discursos a partir de elementos políticos, econômicos ou religiosos. Assim, o presente projeto tem como objetivo analisar como o discurso, a fundamentação e as práticas contra o sistema público de ensino é realizada por um desses grupos, no caso, aqueles que se identificam como cristãos conservadores, sejam eles de matriz católica ou evangélica. Busca-se, desse modo, compreender como a religião e as premissas cristãs são utilizadas para fundamentar esse discurso e suas ações na esfera pública.

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Artigos
Biografia do Autor

Adriano Henriques Machado, Instituto Federal de São Paulo - Campus Bragança Paulista

Mestre (2010) e Doutor (2016) em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e graduado (licenciatura e bacharelado) em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp - Campus de Franca) (2006). Tem experiência na área de História, com ênfase em História das Religiões, atuando principalmente nos seguintes temas: Religião e política; evangélicos e católicos na política brasileira no período entre a ditadura militar e a abertura política. Também possui estudos nas temáticas: Teologia da Libertação; cultura política; reorganização partidária; movimento operário-sindical; movimentos populares; movimento ecumênico e Partido dos Trabalhadores.