Indicação Geográfica para os Cafés da Cuesta Paulista: histórico, oportunidades e desafios
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Resumo
O artigo objetivou compreender os elementos históricos e contemporâneos relacionados à implementação de uma Indicação Geográfica (IG) para os cafés da Cuesta Paulista. A partir de uma abordagem qualitativa, a pesquisa levantou dados históricos em fontes e documentos para elaborar uma linha do tempo da cafeicultura na região. Aplicou-se oito entrevistas semiestruturadas com atores relevantes. As entrevistas foram transcritas integralmente por meio da plataforma Turboscribe e analisadas com base na Teoria Fundamentada, em sua abordagem interpretativista, com o apoio do software Taguette. Os resultados revelaram que, apesar do reconhecimento científico geográfico sobre a Cuesta Paulista, produtores inseridos no território não a reconhecem como referência identitária, isto é, um bem comum. Identificou-se que, ao não consumirem cafés especiais, cria-se uma barreira para a valorização e reconhecimento do potencial de diferenciação do produto, por parte dos produtores. Ademais, observou-se um mercado assimétrico, no qual produtores vendem cafés diferenciados a preços de commodities. Por outro lado, os concursos regionais têm se mostrado como tecnologias sociais que valorizam o saber-fazer, fortalecem a autoestima do produtor e contribuem para a formação de novas comunidades.
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