ÁGUA EM MARTE: UM ESTUDO SOBRE OS OBSTÁCULOS À SUA EXISTÊNCIA NO ESTADO LÍQUIDO

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Alícia de Andrade Freire
Ricardo Roberto Plaza Teixeira
Renato Douglas G. L. Ribeiro

Resumo

Este trabalho teve como propósito analisar as características atmosféricas e geológicas de Marte que impedem a presença de água em estado líquido, contribuindo para o entendimento necessário a estratégias de colonização humana em cenários futuros. A pesquisa adotou uma abordagem exploratória e bibliográfica, fundamentada em levantamentos de artigos, capítulos de livros e documentos técnicos obtidos em bases acadêmicas, no intuito de mapear os principais fatores impeditivos. Os resultados evidenciaram que a baixa pressão atmosférica marciana, menor que 1% da pressão terrestre, impede que a água se mantenha em estado líquido, forçando sua transição direta do estado sólido para o gasoso. Além disso, a atmosfera excessivamente fina e as temperaturas médias extremamente baixas, que variam em torno de -65°C, não oferecem condições adequadas para a fusão da água. Ainda assim, evidências mineralógicas, como a presença de ferrihidrita, argilas e sulfatos hidratados, sugerem que Marte já teve períodos mais úmidos, o que mantém viva a possibilidade de existência de água subterrânea e, consequentemente, de formas de vida microbiana. Conclui-se que Marte já teve condições favoráveis à presença de água líquida, mas alterações ambientais ao longo do tempo tornaram sua superfície inóspita a esse estado da matéria.

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Artigos
Biografia do Autor

Alícia de Andrade Freire, Instituto Federal de São Paulo, campus de Caraguatatuba

Estudante do curso de Bacharelado em Engenharia Civil do IFSP-Caraguatatuba.

Ricardo Roberto Plaza Teixeira , Instituto Federal de São Paulo (IFSP) - Campus Caraguatatuba

Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (1984), graduação em Licenciatura e Bacharelado em História pela Universidade de São Paulo (2000), mestrado em Física Nuclear pela Universidade de São Paulo (1988) e doutorado em Física Nuclear pela Universidade de São Paulo (1996). Atualmente é professor titular do campus de Caraguatatuba do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Em 2017 e 2018 foi coordenador do curso de Licenciatura em Física do IFSP-Caraguatatuba. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Ensino de Física, atuando principalmente nos seguintes temas: educação científica, história da ciência, ensino de física, interdisciplinaridade, divulgação da ciência, educação matemática, uso de vídeos, filmes e documentários na educação, alfabetização para a mídia, ensino de astronomia e questões de gênero nas ciências exatas.(IN MEMORIAM)

Renato Douglas G. L. Ribeiro, Instituto Federal de São Paulo (IFSP) Campus Caraguatatuba

Doutor em Educação Matemática (2021) pela Universidade Estadual Paulista, membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Etnomatemática (GEPEm) da USP e do Seminario de Investigación en Didáctica de la Matemática (SIDM) da Universidade de Huelva - Espanha. Mestre em Educação (2012) e graduado em Matemática Licenciatura pela Universidade de São Paulo (2006). É docente efetivo do Instituto Federal de São Paulo, campus Caraguatatuba, com principal atuação em formação de professores. Concentra-se nos seguintes temas: Etnomatemática, Conhecimento do Professor e Ensino de Geometria.