DO BATIDÃO À MARGINALIZAÇÃO: O FUNK NA FRONTEIRA DO PRECONCEITO E DA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES JUVENIS NO PROCESSO EDUCACIONAL

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Ana Flávia Pereira Cesário
Daniel Teixeira Maldonado

Resumo

O presente trabalho busca dialogar de forma memorial a minha trajetória na educação básica e no curso de Pedagogia, relacionando essas experiências com o apagamento do funk, um estilo que embora tão importante e representativo para os(as) jovens, ainda sofre uma grande criminalização, principalmente por parte das escolas. Em minha pesquisa busco em que contexto se dá a criminalização e o porquê de ocorrer esse preconceito nesses mais de 40 anos da chegada do funk no Brasil, problematizando a forma que essas questões se apresentam no cotidiano escolar, principalmente por conta do racismo estrutural presente em nossa sociedade. Dessa forma, neste trabalho procuro mostrar os elementos de resistência e transgressão que apontam para a transformação social da população preta no Brasil. Defendo também a importância das manifestações da cultura corporal marginalizadas em espaços educacionais, especialmente nas universidades, no qual tive a oportunidade de conhecer o funk de maneira formalizada e reconheci sua relevância no contexto educativo.

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Artigos
Biografia do Autor

Ana Flávia Pereira Cesário, Instituto Federal de São Paulo

Estudante da Licenciatura em Pedagogia do IFSP - campus Jacareí. 

Daniel Teixeira Maldonado, Instituto Federal de São Paulo

Doutor em Educação Física. Pós-Doutor em Educação. Docente de Educação Física do Instituto Federal de São Paulo.