A construção do medo em duas obras da literatura de terror: "Frankenstein" de Mary Shelley e "Drácula" de Bram Stoker

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Mariana Pinho
Thiago Antunes

Resumo

RESUMO: O medo é uma emoção que impulsiona a natureza humana de diversas formas, tanto gerando reações de enfrentamento, quanto de paralisia e opressão. Para evidenciar o cerne do medo em duas obras de terror, foi analisado como Frankenstein (2017), de Mary Shelley, e Drácula (2018), de Bram Stoker, constroem suas narrativas dentro do gênero fantástico. A partir dos estudos de Todorov(2004) e Roas (2014), foi observado como ambas as narrativas rompem as fronteiras do real e instauram a dúvida naqueles que os leem. A investigação recorreu a Delumeau (2009) para elucidar o medo sob uma ótica histórica e cultural, e a Lovecraft (2020) para explorar a noção de horror enquanto elemento literário. Foram considerados as concepções de magia apresentadas por Clark (2020), que propõe duas ramificações principais: magia natural e magia demoníaca, essenciais para a compreensão das epistemes arcaicas que, nas obras, são como fonte de temor. Conjuntamente, foram analisados elementos que desenvolvem o pavor, como a atmosfera fantasmagórica, a representação do vampiro e do morto-vivo, o papel do estrangeiro ou do desconhecido como ameaças recorrentes.

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