EUGÊNIA, A “VÊNUS MANCA”, EM MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS A PESSOA COM DEFICIÊNCIA NO BRASIL NO SÉCULO XIX
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Resumo
Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, foi publicado em livro em
1881. No romance, Brás, “Brasinho”, narra o seu breve romance com Eugênia, “coxa de nascença”,
filha de Dona Eusébia. Este artigo propõe analisar a personagem Eugênia na perspectiva de pessoa
com deficiência na sociedade brasileira no século XIX. Para dialogar com a obra, adotamos a
pesquisa exploratória de Gil, sendo os estudos teóricos de Piccolo no campo da pessoa com
deficiência; “freak shows” com Chemers; e a fortuna crítica machadiana, segundo Bosi, Sanchez,
Sousa, dentre outros. Os resultados indicam que a inclusão social no Brasil no século XIX se dá pelo
casamento, e Eugênia sem esta oportunidade, termina seus dias num cortiço, onde Brás a encontra,
digna, porém “tão coxa como a deixara, e ainda mais triste” (Assis, 2012, p. 262).
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