EUGÊNIA, A “VÊNUS MANCA”, EM MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS A PESSOA COM DEFICIÊNCIA NO BRASIL NO SÉCULO XIX

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Luiza Geron
Eufrida Pereira da Silva
Eloisa Holanda de Oliveira
Sandra Cristina Santos Oliveira
Thamires de Souza Nascimento

Resumo

Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, foi publicado em livro em
1881. No romance, Brás, “Brasinho”, narra o seu breve romance com Eugênia, “coxa de nascença”,
filha de Dona Eusébia. Este artigo propõe analisar a personagem Eugênia na perspectiva de pessoa
com deficiência na sociedade brasileira no século XIX. Para dialogar com a obra, adotamos a
pesquisa exploratória de Gil, sendo os estudos teóricos de Piccolo no campo da pessoa com
deficiência; “freak shows” com Chemers; e a fortuna crítica machadiana, segundo Bosi, Sanchez,
Sousa, dentre outros. Os resultados indicam que a inclusão social no Brasil no século XIX se dá pelo
casamento, e Eugênia sem esta oportunidade, termina seus dias num cortiço, onde Brás a encontra,
digna, porém “tão coxa como a deixara, e ainda mais triste” (Assis, 2012, p. 262).

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Artigos
Biografia do Autor

Eufrida Pereira da Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Pirituba

Profa. Eufrida Pereira da Silva é Ph.D em Luso-Afro-Brazilian Studies. Tem artigo publicado na Revistas USP Via Atlântica, e trabalhos apresentados na Ohio State, Rutgers University, University of Massachusetts e Yale University. Foi responsável pela revisão em português das publicações 17/18 Parts of Asia e 19/20 Facts and Fictions of António Lobo Antunes da Portuguese Literary Cultural Studies, U of Massachusetts Dartmouth. É professora adjunto EBTT instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Pirituba.