ESTOICISMO, FELICIDADE E “AMOR FATI”: ENSINAMENTOS DE EPICTETO PARA O SER HUMANO ENFRENTAR AS FRUSTRAÇÕES E O ESVAZIAMENTO EXISTENCIAL
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Resumo
Em busca de alternativas filosóficas que ajudem à entender e lidar com as frustrações
impostas pelo mundo contemporâneo, este trabalho tem como objetivo refletir sobre o esvaziamento
existencial e o aumento de transtornos psíquicos, como a depressão, com a corrente filosófica estóica,
especialmente dos ensinamentos de Epicteto. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que envolve
leitura crítica de obras de Epicteto e comentadores do estoicismo, para analisar os principais
fundamentos dessa corrente filosófica. Os resultados apontam que a filosofia estóica propõe a divisão
dos comportamentos em boas, más e indiferentes. Epicteto faz a divisão entre coisas que estão sob
nosso controle e coisas que não estão, propondo que a felicidade não depende de fatores externos, mas
da compreensão clara sobre essa divisão, e de como lidamos com o que não está sob nosso controle.
Conclui-se que o estoicismo é uma filosofia que pode ser importante para a vida humana no
enfrentamento dos desafios existenciais, como os fenômenos contemporâneos da ansiedade patológica
e da depressão, por exemplo, ao incentivar que o ser humano equilibre-se buscando o autocontrole,
amando seu destino, o “amor-fati”, tornando-se indiferente perante as coisas que não estão sob o
controle individual, como método de vida para alcançar a verdadeira felicidade.
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