Artivismo Antirracista: Descolonizando Saberes e Redefinindo a Educação Através da Arte

Conteúdo do artigo principal

Vicente Romani Ferreira
Me. William Velozo Francioni
Dra. Rosa Amélia Barbosa

Resumo

Apresentamos o projeto que se utilizou do Artivismo (arte + ativismo) para trabalhar os sentidos e os significados das temáticas antirracistas. A proposta alinha-se à perspectiva de mudanças emergentes, à educação antirracista e ao letramento racial. Para trabalhar os sentidos e os significados das temáticas antirracistas, utilizou-se o levantamento da intelectualidade interseccional negra, indígena e trans e a sua interlocução com a arte contemporânea africana, afro-brasileira e indígena, tendo em vista a forma como esses elementos se refletem e refratam no desafio central da pesquisa que pressupõe enegrecer e latino-americanizar as referências, deliberadamente brancas e eurocêntricas. Desenvolvemos, pela via dialógica, os processos de criação artística, interconectados aos estudos críticos decoloniais da sociedade e à história nacional, com estímulo à leitura estética da arte e do mundo. O intuito é desdobrar a pesquisa em andamento desde 2021, a partir dos resultados já alcançados e fomentar práticas que inter-relacionam arte, cultura e tecnologia. A proposta de análise interpretativa, investigação histórica e elaboração artística procura confrontar o racismo com outras histórias da arte brasileira, descolonizando saberes com ênfase nos corpos trans.

Detalhes do artigo

Seção
Artigos
Biografia do Autor

Vicente Romani Ferreira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Campus Ilha Solteira

Aslan Vicente Romani Ferreira é bolsista de Iniciação Científica Júnior do CNPq, com formação em Ensino Fundamental pelo Núcleo Educacional Pitágoras (2022). Integra o projeto Artivismo Antirracista: Descolonizando Saberes e Redefinindo a Educação Através da Arte, voltado à educação antirracista, ao letramento racial e à produção artística de base decolonial. Desenvolve atividades de pesquisa e criação artística relacionadas ao artivismo, com foco na valorização de identidades negras, indígenas e trans, articulando arte, cultura e tecnologia no âmbito da iniciação científica.

Dra. Rosa Amélia Barbosa, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Campus São Roque

Sou Professora do Ensino Básico Técnico e Tecnológico no IFSP. Em meio às aproximações e distanciamentos do ser e (re)inventar o fazer docente tenho construído uma trajetória caleidoscópica e interdisciplinar. Minha graduação em Educação Artística/Artes Visuais (2006) me fez transitar também pela Pedagogia (2014). O mestrado em Educação (2016) ampliou as rotas e intersecções me levando ao doutorado, em Tecnologia e Sociedade (2022). Atualmente pesquiso sobre gênero e as políticas do corpo, as relações raciais, especialmente a branquitude, visualidades e culturas com ênfase nas lutas antirracistas, anticapacitistas e antissexistas. Lidero o Grupo de Pesquisa NUGS e também o HumanidArtes, ambos no IFSP. Integro e coordeno o Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade do IFSP (NUGS). Sou Pesquisadora Associada do Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura (CLAEC) e Avaliadora do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (INEP). Cheguei até aqui depois das especializações em Direitos Humanos (2023); Educação a Distância (2016); Orientação, Supervisão, Inspeção Escolar (2012) e Arteterapia (2009). Entre 2004 e 2014 os desafios foram da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos nas rede pública até a atuação como Analista Educacional (SEE/MG 2011/2014). No biênio 2019-2020 atuei como Diretora de Articulação Política da Federação de Arte Educadores do Brasil (FAEB), entre 2022-2024 atuei como Coordenadora Regional de Políticas de Formação e Capacitação (sudeste) da Associação Nacional de Professores de Arte dos IFs (ANPAIF).