INFLUÊNCIA DE TRATAMENTOS FÍSICOS E QUÍMICOS DE BAGAÇO DE CANA-DE-AÇÚCAR COMO BIOSSORVENTE PARA d-SPE NA DETERMINAÇÃO DE CLORPIRIFÓS E PIRIDINOL EM TOMATE

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Catharina Mafra
Vanessa C. G. Camillo
C. Lourencetti

Resumo

Como continuidade de estudos prévios, este trabalho teve como objetivo avaliar a influência de tratamentos físicos e químicos na eficiência do bagaço de cana-de-açúcar (BC) como biossorvente para extração em fase sólida dispersiva (d-SPE) na determinação do agrotóxico clorpirifós (O,O-diethyl O-3,5,6-trichloro-2-pyridylphosphorothioate) (CP) e do seu produto de degradação 3,5,6-tricoloro-2-piridinol (TCP) em tomate por cromatografia líquida de alta eficiência com detector de arranjo de diodos. Após extração dos analitos com acetonitrila acidificada (1% ácido acético, v/v) na presença de sais (MgSO4, C2H3NaO2 e NaCl), 1 mL do extrato foi submetido à d-SPE com 150 mg de MgSO4 e 7,5 mg de BC seco à diferentes temperaturas (30 ºC, 60 ºC, 80 ºC e 120 ºC). O BC foi tratado quimicamente (partículas > 0,30 mm) ou não (partículas > 0,30 mm e > 0,15 mm) com H2O, HCl 0,1mol/L, H2SO4 0,5mol/L e NaOH 0,1mol/L. Os melhores resultados de porcentagem de recuperação (n=4) com amostras de tomate orgânico fortificadas em três níveis para CP (0,25-2,0 mg/kg) e TCP (0,17-1,4 mg/kg) foram obtidos com o BC seco à 60 ºC, sem tratamento químico e com partículas > 0,15 mm, 73,8-77,2% e 61,6-65,2% para CP e TCP, respectivamente, com desvio padrão relativo < 4,9%.

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