CONTRADIÇÕES NA CREDITAÇÃO CURRICULAR DA EXTENSÃO EM LICENCIATURAS EM FÍSICA UM ESTUDO EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS PAULISTAS

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Kauê Henrique Tamarozzi
Juliano Camillo

Resumo

 Este artigo apresenta uma pesquisa em andamento que investiga as contradições e tensões no processo de creditação curricular da extensão universitária em cursos de Licenciatura em Física ofertados por universidades públicas do Estado de São Paulo. O estudo utiliza como referência documentos institucionais, normativas internas e a literatura especializada, articulados com os princípios da Teoria da Atividade de Engeström e os conceitos de campo, habitus e capitais de Bourdieu. Até o momento, os resultados preliminares indicam que, embora as diretrizes nacionais prevejam a obrigatoriedade da extensão, sua implementação enfrenta obstáculos institucionais, políticos e pedagógicos, gerando discrepâncias entre o previsto nas normativas e o que se efetiva na prática. A pesquisa destaca que práticas informais e interpretações divergentes emergem como respostas criativas às tensões do sistema universitário, revelando múltiplas vozes e contradições históricas presentes no processo. As etapas seguintes incluem entrevistas semiestruturadas com docentes, coordenadores e gestores, que deverão fornecer evidências empíricas mais consistentes. O estudo busca compreender como a extensão, enquanto componente curricular, é ressignificada pelos sujeitos envolvidos, contribuindo para reflexões críticas sobre sua função na formação inicial de professores de Física e para o aprimoramento das políticas institucionais voltadas à curricularização da extensão.

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Artigos
Biografia do Autor

Kauê Henrique Tamarozzi, UNICAMP/Discente

Licenciado em Física pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) Câmpus Birigui (2022) e especialista em Robótica Educacional pela FETES (2024). Mestre em Educação para a Ciência pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) Câmpus Bauru, na linha de pesquisa "Fundamentos e Modelos Psico-Pedagógicos no Ensino de Ciências e Matemática". Atualmente, é doutorando em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Sua experiência de pesquisa está voltada para o discurso do sujeito coletivo, currículo, representações sociais e a extensão universitária, com foco no processo de curricularização. É membro do Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências (GPEC) e participa ativamente de comissões acadêmicas. Durante a graduação, foi presidente do Centro Acadêmico "Cesare Mansueto Giulio Lattes" (2020-2022) e membro discente suplente da comissão do Conselho de Extensão (CONEX) do IFSP. Foi membro titular discente da Comissão de Ciclo de Seminários e da Comissão Permanente de Extensão Universitária e Cultura (2024).

Juliano Camillo, UNICAMP/Docente

Atualmente sou Professor Doutor do Departamento de Ensino e Práticas Culturais da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente sou coordenador associado do curso de Licenciatura Integrada em Química e Física da Universidade Estadual de Campinas. De jun/2015 a mar/2023 fui professor do Departamento de Metodologia de Ensino do Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (MEN/CED/UFSC).Atuo também no Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT/UFSC). Entre 2018 e 2020 fui coordenador do Núcleo de Pesquisa e Avaliação do Laboratório de Novas Tecnologias (LANTEC/CED/UFSC) e entre 2020 e 2022 fui coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT/UFSC). Atuo como editor adjunto dos periódicos Caderno Brasileiro de Ensino de Ensino de Física e Outlines Critical Practice Studies. Além disso, tenho servido como parecerista de diversos periódicos nacionais e internacionais.Tenho Licenciatura em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e sou mestre e doutor pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências - Modalidade Física da Universidade de São Paulo (USP).Áreas de pesquisa: Linguagem e Cognição, Teoria da Atividade, Educação em Ciências e Desenvolvimento Humano e Filosofia da Educação em Ciências.