CONTRADIÇÕES NA CREDITAÇÃO CURRICULAR DA EXTENSÃO EM LICENCIATURAS EM FÍSICA UM ESTUDO EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS PAULISTAS
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Resumo
Este artigo apresenta uma pesquisa em andamento que investiga as contradições e tensões no processo de creditação curricular da extensão universitária em cursos de Licenciatura em Física ofertados por universidades públicas do Estado de São Paulo. O estudo utiliza como referência documentos institucionais, normativas internas e a literatura especializada, articulados com os princípios da Teoria da Atividade de Engeström e os conceitos de campo, habitus e capitais de Bourdieu. Até o momento, os resultados preliminares indicam que, embora as diretrizes nacionais prevejam a obrigatoriedade da extensão, sua implementação enfrenta obstáculos institucionais, políticos e pedagógicos, gerando discrepâncias entre o previsto nas normativas e o que se efetiva na prática. A pesquisa destaca que práticas informais e interpretações divergentes emergem como respostas criativas às tensões do sistema universitário, revelando múltiplas vozes e contradições históricas presentes no processo. As etapas seguintes incluem entrevistas semiestruturadas com docentes, coordenadores e gestores, que deverão fornecer evidências empíricas mais consistentes. O estudo busca compreender como a extensão, enquanto componente curricular, é ressignificada pelos sujeitos envolvidos, contribuindo para reflexões críticas sobre sua função na formação inicial de professores de Física e para o aprimoramento das políticas institucionais voltadas à curricularização da extensão.
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