Sexismo e Autoestima Intelectual O impacto da discriminação de gênero em mulheres nas Ciências e Tecnologias

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Ana Clara Cardoso Maciel
Wanessa Carvalho Rodrigues
Giovanna Monção Queiroz
Gabriela Lima dos Santos
Suzy Sayuri Sassamoto Kurokawa

Resumo

Este trabalho analisa a relação entre o sexismo nas áreas de STEM (do inglês Science, Technology, Engineering and Mathematics) e a baixa adesão de mulheres nesses campos, buscando entender por que muitas não se veem como aptas para certas funções. Também se investiga como padrões sociocomportamentais cotidianos influenciam a forma como as mulheres projetam seu futuro. Para isso, foram considerados dados que apresentam a escassa presença feminina e a baixa autoestima intelectual relacionada à inserção nessas áreas, além da revisão de textos acadêmicos sobre o tema. Foi aplicado um formulário online para coleta de dados, em que se observou que 75% das participantes relataram sentir pouca ou nenhuma confiança em participar de olimpíadas nessas áreas. Quando perguntadas sobre suas preferências entre Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, apenas 25,58% mencionaram Ciências da Natureza ou Matemática. Esses resultados indicam que a baixa representatividade feminina impacta o interesse e participação das meninas em STEM. Isso reforça a importância de iniciativas que incentivem sua presença nesses espaços e promovam o fortalecimento da autoestima intelectual, criando condições mais favoráveis para que mulheres se sintam seguras e capazes de construir trajetórias acadêmicas e profissionais nessas áreas.

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