ANÁLISE DOS LIMITES E POTENCIALIDADES DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO RECONHECIMENTO DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA UM OLHAR SOCIOLINGUÍSTICO
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Resumo
O objetivo desse trabalho é apresentar os resultados de uma pesquisa que analisa se diferentes sites de Inteligência Artificial (doravante IA), como o “ChatGPT” e o “Gemini” – que geram respostas por meio do modelo chatbot guiado pela IA Generativa – reconhecem variações linguísticas regionais, especificamente, os significados e usos de expressões semânticas utilizados em diferentes contextos linguísticos por falantes de diversas localidades do país. O estudo também busca analisar se as IAs possuem a potencialidade de apresentar reflexões sobre o nível de formalidade, preconceitos, “correções”, dentre outros aspectos, em consonância à teoria Sociolinguística. Apesar de estudos que relatam inconsistências nos sistemas, parte-se da hipótese de que haja alto grau de “acerto”, tanto no reconhecimento das variações, bem como na explicação da utilização dos usos e alternância de utilização, visto que o banco de dados da IA se caracteriza por ser complexo e controlado por algoritmos
poderosos. Para tanto, essa pesquisa parte de testes e questionamentos qualitativos feitos às IAs, já que o objetivo não estar em quantificar os resultados, e sim realizar um trabalho interpretativo de análises minuciosas das respostas fornecidas pela plataforma. Os resultados iniciais indicam que o ChatGPT demanda uma maior contextualização do uso e sentido de determinada expressão em uma pergunta a ser testada para fornecer os resultados esperados, ao passo que o Gemini, além de reconhecer as expressões com mais facilidade, também fornece considerações mais complexas as relações sociais que envolvem o a utilização da expressão. Diante desses resultados iniciais, depreende-se que o grau de precisão das respostas do Gemini é maior do que o ChatGPT no que concerne às variações regionais brasileiras, pois demostra maior precisão e contextualização do que o ChatGPT, que, além de se limitar à pergunta, no geral, fornece uma resposta que não detalha a complexa relação entre certos usos linguísticos e fatores sociais.
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